BCE volta a subir juros: o que muda no seu Crédito Habitação?
O cenário financeiro na Zona Euro mudou de rumo. Depois de um período de descidas graduais das taxas de juro, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar as taxas diretoras em 25 pontos base, sinalizando uma nova fase da política monetária. Com a taxa de depósito a fixar-se agora nos 2,25%, a pergunta que todos os portugueses fazem é: quando e como é que isto se vai refletir na carteira?
A resposta é curta: os primeiros efeitos começam a sentir-se já este mês nos contratos cuja revisão ocorre em julho.
Se tem um crédito habitação com taxa variável, explicamos-lhe exatamente o que muda e como se pode proteger deste agravamento.
Por que razão o impacto se sente em julho?
Embora o anúncio do BCE tenha sido feito em junho, o mecanismo que dita o valor da sua prestação da casa funciona com base em médias mensais.
Na data de revisão do contrato, o banco atualiza a prestação utilizando a média mensal da Euribor prevista no contrato. Como as taxas Euribor diárias dispararam logo após a decisão do BCE, a média final do mês de junho ficou já influenciada por essa subida. Isto significa que todos os contratos cuja revisão está agendada para o mês de julho vão sofrer um aumento imediato na prestação a pagar este mês.
O meu crédito vai subir já hoje?
Não necessariamente. O impacto na sua conta bancária depende de três fatores essenciais:
- O Tipo de taxa: Se o seu crédito é de Taxa Fixa, está totalmente protegido. A sua prestação não vai sofrer qualquer alteração.
- O Mês de revisão: A sua prestação só muda no mês em que o seu contrato faz anos ou cumpre o ciclo de revisão. Se o seu crédito só dita nova prestação em setembro, por exemplo, o valor atual mantém-se igual em julho e agosto.
- O Indexante (3, 6 ou 12 meses): Quem tem Euribor a 3 ou 6 meses sentirá atualizações mais frequentes caso as taxas continuem a subir do que quem tem Euribor a 12 meses.
O que fazer para travar a subida da prestação?
Na Maxfinance, defendemos que não deve esperar que a subida lhe bata à porta para agir.
Existem ferramentas legais e soluções de mercado que permitem mitigar ou anular este impacto:
- Negociar com o banco atual: Tentar reduzir o spread ou renegociar as condições do contrato para aliviar o esforço mensal.
- Transferir o crédito habitação: Esta é, por vezes, a solução mais eficaz. Mudar o seu empréstimo para outra instituição bancária permite-lhe aceder a spreads muito mais competitivos ou adotar soluções de Taxa Mista (fixar a taxa nos próximos anos para garantir estabilidade e total previsibilidade).
- Alargar o prazo: Uma solução de recurso para reduzir o encargo imediato, ajustando a maturidade do crédito (embora possa aumentar o custo total do empréstimo a longo prazo).
Se o seu crédito habitação vai ser revisto nos próximos meses, este é o momento ideal para fazer um diagnóstico ao seu contrato. Na Maxfinance, analisamos o seu caso, negociamos com os principais bancos por si e encontramos a proposta ideal para garantir que a subida do BCE não desequilibra o seu orçamento familiar.